segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Situação de Aprendizagem - Saúde: Um direito da Cidadania

Situação Aprendizagem
Saúde: Um direito da cidadania
Público alvo: 7ª série/8º ano
Tempo previsto: 10 aulas.
Conteúdos: Fatores determinantes da saúde (moradia).
Competência e Habilidade: Reconhecer determinantes e condicionantes de uma vida saudável (alimentação, moradia, saneamento, meio ambiente, renda, trabalho, educação, transporte, lazer etc.), com base em texto ou ilustrações.
Estratégias de Ensino: Discussão sobre conceitos de saúde, qualidade de vida e a condicionante moradia. Leitura e interpretação de textos e imagens.
Recursos: Jornais, revistas, internet, papeis (sulfite e papel kraft), tesouras, colas, pincel atômico, fita adesiva,  texto impresso, fotos, projetor de imagens, pesquisa.
Avaliação: Leitura do texto; elaboração  e apresentação dos trabalhos em grupo; Produção textual.
Sondagem:
      O que é saúde?
      O que é qualidade de vida?
      Como a moradia interfere na qualidade de vida das pessoas?
Problematização
Observando a imagem abaixo responda. De que forma a moradia está relacionada a qualidade de vida? 
Contextualização:
Leitura e interpretação do texto: Moradia: direito a cidadania. Márcia Correia

http://www.metodista.br/cidadania/numero-35/moradia-direito-a-dignidade acesso em 13/08/2013.
Moradia: direito à dignidade
“Nos barracos da cidade, ninguém mais tem ilusão. No poder da autoridade de tomar a decisão”. A música de Gilberto Gil retrata a realidade de pessoas que não têm acesso à moradia digna. Esse direito já estava previsto na Declaração Universal dos Direitos Humanos, desde 1948. No Brasil, foi preciso tempo e luta para incluí-lo no artigo 6º da Constituição. Somente em 2000, por meio de uma emenda, a habitação adequada tornou-se direito do cidadão. Mas, afinal, o que é moradia digna?...
Busca de dados:
Trabalho em 4 grupos.
Cada grupo terá uma tarefa
       Grupo 1- Pesquisa de campo direcionada;
 Os alunos farão uma pesquisa com alguns moradores da comunidade local, através do questionário abaixo fornecido pelo professor.

1. A casa que você mora é de alvenaria? 
(   ) sim   (   ) Não.
2. A moradia é própria, alugada? Outros _______________
3. Quantas pessoas moram no imóvel?
4. Quantos cômodos tem a moradia?
5. A moradia possui água encanada?
6. A moradia possui rede de esgoto?

Tabulação de dados.

Grupo 2 – Pesquisa de reportagens de jornais, revistas e internet sobre o tema moradia dentro da sua região.
Levantamento de informações mais relevantes para socialização com os demais colegas.
Grupo 3 – Pesquisa de imagens de diferentes tipos de moradia, para a montagem de painel.
Elaboração de painel, para a visualização dos contrastes sociais.



O professor faz um fechamento com a elaboração de um mapa conceitual dos trabalhos dos alunos, refletindo sobre uma vida saudável.


Após a produção do mapa conceitual solicita-se a Produção Textual sobre o tema: Moradia e Qualidade de vida.
Recuperação:
1ª opção: O professor deverá devolver as Produções textuais aos alunos com as observações do que é necessário melhorar.
Então de posse desse material os alunos em duplas farão a discussão e reescrita do texto levando em consideração as observações do professor.
Após a elaboração irão ler os textos para a sala e fazer as discussões sobre o tema.

2ª opção: O professor escolhe duas Produções Textuais (1 que atingiu a proposta do professor ou tra que não atingiu) e as coloca em papel pardo ou projetor (sem identificação do aluno)para análise e discussão dos alunos.

Em um papel pardo em branco o professor propõe aos alunos que façam melhorias no texto que apresenta problemas e reescrevem, produzindo assim um texto coletivo.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Um pouco da minha história com a leitura e a escrita

     Iniciei minha trajetória escolar no ano de 1978, e fiz parte do grupo de alunos que ficavam de dois a três meses fazendo exercícios para coordenação motora. Os anos escolares iniciais foram de descobertas sensacionais... Que saudade do uniforme impecável, dos materiais escolares, das amizades, dos professores e do ingresso formal com o mágico mundo da leitura e da escrita.
     Nos cinco primeiros anos de vida escolar quase não tive contato com livros, no entanto, gostava de ler, logo, lia e relia a cartilha de alfabetização e os jornais que vinham embrulhando as compras da mercearia. Ficava imensamente feliz quando o jornal tinha pelo menos uma página colorida.
       Ao iniciar a 5ª série a professora indicou para leitura o livro “A montanha encantada”,  vivi cada momento das páginas daquele livro, dando asas à imaginação. E após ele, acabei lendo todos os livros da coleção vaga-lume.
        Por indicação ou por escolha foram muitos os livros que me proporcionaram conhecimento e viagens fantásticas. Hoje tenho acesso a muitos livros e sinto não ter tempo suficiente para realizar a leitura. Investindo em nossa formação diária realizamos a leitura de muitos livros pedagógicos durante o ano, porém me presenteio com a leitura prazerosa de pelo menos dois livros literários ao ano. No primeiro semestre li "Águas para Elefantes"... Livro que me proporcionou intensas reflexões acerca da velhice.
                                                                     Rozineide
     

Minha história com a leitura



    Sou de uma família de oito irmãos. Acredito que o meu falecido pai Sebastião, pedreiro com pouco tempo de escolaridade e criado na roça, foi quem me despertou para o mundo da leitura. Meu pai tinha muita facilidade com cálculos e medidas e escrevia cartas para minha avó, que morava no interior de São Paulo. Naquele tempo passava nas casas vendedor de livros e meu pai comprava algumas coleções, para pagar parcelado. Os livros ficavam guardados, quando minha mãe se distraía, lá estava eu com os livros, sentada numa pedra, naquele quintal de terra batida. Durante o inverno meu pai acendia uma fogueira com pequenos gravetos e ficávamos horas o ouvindo contar histórias da roça que segundo ele, aprendeu com meus avós.
   
    O tempo passou, e foi vivendo experiências diversas com a leitura em todas as fases de escolaridade. Porém, de todas as experiências devo destacar o contato com a professora Dulce, já na universidade. Uma professora que levava para a sala de aula resumos de livros em papel pardo e dizia que o tempo da aula era “curto”, gostava de explanar e debater com os alunos. Lembro - me do encantamento como ela nos apresentava os autores incentivando a leitura e interpretação de texto.

Fátima Regina F. dos S. Silva
PCNP Matemática/ Ciências
Diretoria de Ensino - Mauá




Resumo da minha experiência com o mundo da leitura

Pelo que tenho registrado em minha memória, o meu primeiro contato significativo com a leitura foi quando eu cursava a primeira série. Lembro-me da primeira lição de leitura na cartilha. A lição do “L”. Eu não conseguia ler como a professora desejava, então, minha mãe foi chamada a escola e ficou a par do que estava acontecendo. Chagando em casa ela começou a passar algumas horas do dia comigo, lendo e pedindo para eu ler para ela. Com isso a leitura acabou virando um pequeno hábito. Quando comecei a cursar a 5ª série, me apaixonei pelas Ciências. A professora (Maria Lúcia) sempre nos apresentava os conteúdos com uma estória, algumas ela até dramatizava, isso me fez apaixonar pelos livros paradidáticos de Ciências. Adorava ler as publicações da editora Globo. Já no Ensino Médio, cursando o CEFAM, me apaixonei mais ainda pela leitura. As professoras sempre pediam para nós preparássemos aulas (seminários) baseados em alguns livros e com isso a imaginação voava. Um livro que me marcou muito nessa época foi O Peru de Peruca. Apresentei esse livro a umas crianças carentes em forma de teatro. Já na Faculdade, fiquei maravilhado com um dos professores (José Luiz) pela sua capacidade de discussão referente a ensino de Biologia. Segundo José Luiz, ele lia tudo que se referia a Ciências Biológicas, pelo menos o básico dos temas, e isso me levou a tornar-me um leitor de livros e artigos referentes a ensino de Ciências. Hoje leio em média 2 a 3 livros por mês – Livros de Ciências e livros de mágicas. E por falar em leitura de artigos de ciências vai uma dica:

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Descobrindo o mundo da Leitura e escrita.

Acredito que a minha real relação com a descoberta da leitura se deu quando assisti um desenho, onde um menino que estava se alfabetizando passeava com a mãe pelas ruas e ao olhar para as placas das lojas e sinalizações passava a descobrir códigos, letras que com o tempo foram se transformando de meros rabiscos em algo que faziam sentido e o faziam perceber o mundo em que vivia. Nunca me esqueci deste desenho, apesar de não saber o seu título, mas me vi naquela situação, onde eu também estava “descobrindo o mundo”. A partir de então tive experiências maravilhosas e outras um tanto difíceis com a leitura.
Vou começar pela maravilhosa:
Quando estava na 4ª série minha professora deu algumas possibilidades de títulos de livros para que pudéssemos escolher e ler para apresentar na aula. Escolhi um que ainda tenho muito carinho e quando me lembro da história, sinto as lágrimas em meus olhos como quando o li há muitos anos atrás. O livro era “Zezinho,o dono da porquinha preta” de Jair Vitória. Como torci e chorei com Zezinho para salvar sua amiga prenha de ser vendida e da surra que levou de seu pai bravo. Vivi aquelas situações como se fossem comigo. Também me lembro de um comercial já mais novo que dizia: “Ler é viajar”, pois é isso que acontecia e ainda acontece comigo. Viajo, vivo o mundo em que estou “visitando”.
Já a experiência difícil foi quando tive de ler um livro que jamais vou me esquecer do título, mas acho que por bom senso e respeito aos que gostam dele e seu autor, não vou citar. Tinha uma linguagem muito difícil para mim que na época tinha 10 anos. Precisava lê-lo com um dicionário de prontidão. E como “viajar” em uma história, onde tinha que procurar o significado das palavras a todo instante?. Fico cansada até hoje, só de pensar em como era. Para solucionar o problema o jeito foi cada uma das amigas ler um pedaço e comentarmos umas com as outras, respondermos as questões da prova e jogar o livro bem no fundo, mas bem no fundo mesmo de um armário. Vou lê-lo ainda um dia,mas acho que ainda não estou pronta.
Hoje com meus filhos procuro incentivá-los a leitura, primeiramente com o exemplo de  leitora e depois dando a eles fácil acesso aos livros. Procuro deixar livros em vários lugares da casa e de variados gêneros. Uns com muitos desenhos, outros com muitas letras, uns finos, outros grossos, mas todos com possibilidades de serem devorados, no momento que cada um achar melhor. Que cada um encontre o seu livro e o seu momento para viajar e conhecer outras mentes, lugares e possibilidades.
"Dupla delícia/ O livro traz a vantagem de a gente poder estar só e ao mesmo tempo acompanhado."
Mário Quintana.

Experiências com leitura e escrita


Compartilhando memórias sobre minhas experiências com leitura e escrita.

Essa “viagem” de recordar momentos marcantes de leitura e escrita me trouxeram boas lembranças e uma ruim também.
Tenho lembranças deliciosas de livros infantis como “Três porquinhos”, “Cachinhos de Ouro”, “Rapunzel” e tantos outros da coleção que eu ganhei dos meus pais ainda muito criança mexeram muito com minha imaginação e prazer em ler. Em casa, a leitura sempre foi uma oferta espontânea, pois não me recordo nunca de ter ouvido meus pais me obrigando a ler. Isso com certeza foi fundamental para eu perceber a leitura como prazer, mas trouxe uma conseqüência ruim bem mais tarde, não por culpa da conduta dos meus pais, mas de professores que obrigam os alunos a lerem uma obra que não gostam. Isso aconteceu comigo e me recordo que no dia de apresentar a história do livro eu saí correndo da sala e não falei nada. Não era assim que havia sido educada sobre a leitura. Também não me importei muito, acho que desde aquela época eu sabia que isso não era o que mais me prejudicaria para o resto da vida. Quanto às experiências de escrita, minha lembrança mais marcante foi a troca de cartas, na verdade recadinhos (morávamos grudadas rs)com uma prima. Nós escrevíamos sobre trechos de músicas ou sobre nossos pensamentos “viajantes” do cotidiano, sem critério algum. Eu até tentava, mas não gostava tanto de escrever na agenda e colar aqueles papéis de balas e tudo mais como faziam a maioria das meninas. Achava aquilo bobo demais. Quando me casei, deixei um caderno para os convidados escreverem para nós e a escrita que mais me surpreendeu foi dessa querida prima que registrou algumas de nossas conversas, no caso, que podíamos marcar o banho de bacia (risos). Imagine, duas pequeninas dentro de uma única bacia daquelas de alumínio. Esse registro de memória não tem preço.

E você? Que memórias trazem sobre a leitura e a escrita?