Sou de uma família de oito irmãos. Acredito que o meu falecido pai Sebastião, pedreiro com pouco tempo de escolaridade e criado na roça, foi quem me despertou para o mundo da leitura. Meu pai tinha muita facilidade com cálculos e medidas e escrevia cartas para minha avó, que morava no interior de São Paulo. Naquele tempo passava nas casas vendedor de livros e meu pai comprava algumas coleções, para pagar parcelado. Os livros ficavam guardados, quando minha mãe se distraía, lá estava eu com os livros, sentada numa pedra, naquele quintal de terra batida. Durante o inverno meu pai acendia uma fogueira com pequenos gravetos e ficávamos horas o ouvindo contar histórias da roça que segundo ele, aprendeu com meus avós.
O tempo passou, e foi vivendo experiências diversas com a leitura em todas as fases de escolaridade. Porém, de todas as experiências devo destacar o contato com a professora Dulce, já na universidade. Uma professora que levava para a sala de aula resumos de livros em papel pardo e dizia que o tempo da aula era “curto”, gostava de explanar e debater com os alunos. Lembro - me do encantamento como ela nos apresentava os autores incentivando a leitura e interpretação de texto.
Fátima Regina F. dos S. Silva
PCNP Matemática/ Ciências
Diretoria de Ensino - Mauá

Apreciando o seu depoimento deparei-me com a palavra encantamento... O encantamento que precisamos ter para envolver os alunos.
ResponderExcluirAbraços.
Neide